quinta-feira, 28 de junho de 2007

O barco de paus de fósforo...

Simão adorava o mar!... Era vê-lo saltar abraçando-se ás ondas como quem abraça o mundo! E ria... ria muito! Coleccionava todas as conchinhas e seixos pequeninos e coloridos que conseguia carregar nos bolsos dos calções... e corria para casa por aqueles campos e caminhos, quase que levitando de felicidade. «Mãe! Mãe! Olha... Olha...», e mostrava radiante seus novos tesouros ao mar conquistados!
Era nesse momento que Ana sorria! Aquele miúdo era alento para sua vida! Era ele que não a deixava desistir de voltar todos os dias aquele lugar e olhar para o mar com esperança. E então dava-lhe um abraço muito forte. «Que lindos filho!... Olha o que a mãe trouxe para ti!», e abrindo a mão via o olhar do miúdo se arregalar, e seu sorriso iluminar todos os cantinhos de seu ser!
Simão pegava na caixinha e pulava em direcção ao seu protótipo de caravela inventada, começando de seguida a colar com entusiamo os pauzinhos de fósforo que Ana tinha recolhido para ele...

terça-feira, 26 de junho de 2007

A Vida: Tão bela de tão imprevisível...

Será que diríamos ontem o mesmo que estamos a pensar hoje? Que coisas, que acontecimentos, que descobertas, que novas pessoas com que nos cruzamos , vêm desiquilibrar e baralhar todas as ideias que já temos como garantidas?...
Porquê a tentativa de querer ter algo como garantido, quando as evidências que nos são mostradas pela experiência diária, nos indicam que nesta vida nada é imutável...
Tão bom saber que não podemos mudar radicalmente nem os outros nem o Mundo, mas melhor a sensação que tenho de saber que me posso modificar a mim próprio a cada momento!
Esta mudança é crescimento, e a consciência de saber que apenas me posso modificar a mim próprio e a relação que tenho com o que me rodeia, é o que entendo por liberdade!!
Será que me modificando, optando por uma atitude positiva perante a vida, respeitando as diferenças, aceitando a natureza, vou contribuir para um Mundo melhor? Não sei! Mas que me faz estar mais tranquilo...
A verdadeira revolução opero-a em mim próprio!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

A distante caravela!... O rosto dela!...

Já não sabia bem como ali tinha ido parar. Aquela ilha tinha-lhe retirado aos poucos a esperança de regressar ao lugar de onde já nem se queria lembrar de ter saído. Seus pés descalços pisavam as límpidas águas que desmaiavam na areia. Era noite! Havia luar! O reflexo da luz esverdeava o mar, lembrando-lhe a beleza de seu olhar! Era essa a mais forte recordação: Aquele seu olhar verde de esperança num rosto que o tempo ainda tinha tornado mais belo! E aquele beijo... Ah! Aquele beijo que todos os dias o devolvia á vida...
João sentou-se na areia e chorou... chorou...
O mar beijava-lhe os pés em consolo.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

A caravela e a espera dela...

As lágrimas serpenteavam em sua face. Seus cabelos esvoaçavam ao sabor da brisa tardia. Seu olhar continuava triste olhando a linha de enamoramento entre o mar e a terra... Tinha sido por ali que tinha visto seguir a esperança de um futuro melhor! Nesse dia o vento soprava forte! Assim estava forte também seu coração. O olhar tinha brilho de esperança, e o beijo... Ah! Como tinha sido intenso e caloroso aquele beijo! Como tinha sido forte aquele abraço, e como aquele sorriso a confortou na hora da despedida... E o vento que soprava forte encheu as velas e o levou!...
Todos os dias a partir daí Ana saía de casa á tarde e tomava o caminho. Pegava nos campos pequenas flores silvestres que ao chegar ao cimo da escarpa lançava nos ares, olhando-as pousar docemente no mar... «São para ti meu amor! Volta para mim.»... e chorava... chorava...

Apetece-me uma sopa de alho francês!...

Que tal?... Para titulo parece sugestivo!! Além do que poderá mesmo fazer com que alguém, que esteja há mais de três horas agarrado ao teclado, se lembre de repente que aquela parte do corpo que está por baixo do dito periférico se chama estômago, e que é ele que tem feito aqueles barulhinhos estranhos, e não um qualquer defeito na hard-drive!! Será tempo de lhe dar uma sopita?? isto se as pernas o conduzirem á cozinha... ou se a cabeça deixar de estar concentrada neste amontoado de palavras e, em plena consonância com o resto do corpo, comande a invasão do frigorifico, e a verdadeira revolução que vai ser destapar o tupperware!!!!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

O acto de dar!

Mais do que puras reflexões filosóficas, interessam-me sobretudo as formas como poderemos pôr em prática na nossa vivência diária, tudo aquilo que é por nós aceite como necessário para fugir a uma vida de constante competição, de egoísmos mais ou menos dessimulados, da enorme e angustiante carga que carregamos por sentir que estamos a viver nossa vida condicionados por critérios e condicionantes (sejam eles e venham eles donde vierem!!)...
Não!!!! Este não é um blog isotérico, nem um preâmbulo para publicidade a um qualquer tarôt, mapa astrológico, centro de massagens, spa, ou uma qualquer religião ou seita, ou mesmo ainda a um qualquer supermercado, cinema, carro último modelo, pipocas com sabor a café...
É um blog sem pretensões nenhumas... ou melhor, a única pretensão será mesmo a de não pretender nada!!
Libertem-se! Escrevam vossos pensamentos!
Escrever é para mim a forma de me libertar, de dar sem esperar receber, enfim... de Ser e não apenas Ter!!...