sexta-feira, 22 de junho de 2007

A distante caravela!... O rosto dela!...

Já não sabia bem como ali tinha ido parar. Aquela ilha tinha-lhe retirado aos poucos a esperança de regressar ao lugar de onde já nem se queria lembrar de ter saído. Seus pés descalços pisavam as límpidas águas que desmaiavam na areia. Era noite! Havia luar! O reflexo da luz esverdeava o mar, lembrando-lhe a beleza de seu olhar! Era essa a mais forte recordação: Aquele seu olhar verde de esperança num rosto que o tempo ainda tinha tornado mais belo! E aquele beijo... Ah! Aquele beijo que todos os dias o devolvia á vida...
João sentou-se na areia e chorou... chorou...
O mar beijava-lhe os pés em consolo.

2 comentários:

Totoia disse...

Aguardo a continuação...

Pablo disse...

não poderá ser ao ritmo dos "Morangos com Açucar" nem da "Floribella" (até porque o autor não é tão erudito assim!...).:-)